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quinta-feira, 10 de maio de 2012

E esta tal de vida?


Todos os dias vivemos habituados em viver aqui.
Parece que perdemos de vista que isso é transitório, que não estamos aqui para "sermos felizes".

Sim, faço um parentese (não significa que a vida é um mar de amargor).
Temos felicidade e alegrias enquanto caminhamos, no entanto a forma que vivo, geralmente, demonstra que me importo mais com "meu" corpo, "minha" casa, "minha" família, meus/minhas e etc.

Poxa, meio que sem querer estou viciado em viver para "mim".

As vezes me pego com medo da morte sabia?
E como isso é mesquinho. Embora humano.

Vejo tanta gente corrento no Metrô, nas ruas e tal, mas tanta pressa pra que mesmo?
Estamos perseguindo o que?

Perseguimos meios de conquistar, de aumentar, procuramos conforto.
Talvez aqui todos concordem comigo.
Tudo isso que fazemos não passam de tentativas de nos aninhar.
Procuramos conforto.

E quando sou incomodado por sofrimentos e decepções?
Me sinto roubado e uma indignação cresce em meu interior.

Cara, não sei se percebe... vivo voltado pro umbigo.

As vezes certas situações nos ajudam a ceder mais um pouco de nós mesmos.
Há lucro em "Perder".

Fui formado para um propósito maior, para ser encontrado Nele e Nele me encontrar.
Me encontrar com Ele.

Tudo pertence a Ele e a vida que vivo emprestada é.
Ele é o dono de tudo!
Vivo enquanto Ele permite e quando Ele pedir minha vida de volta, de bom grado entregarei.
Sabe por que? Porque minha ficha caiu.


Se preciso for... quero perder tudo para receber o ingresso para o encontro.


Faculdade? Trabalho? Família? Vida?
Nada são se pesados na mesma balança que Tu Pai.

Toda lágrima, toda dor, naquele dia - seja neste ou no outro que logo chegará - cessará.

Conforto completo é encontrado apenas nos braços do Pai, e no encontrar-me com Ele.

Somos uma carta de amor que se extraviou, mas que esta voltando ao Remetente.




Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará.
Mateus 16:25

domingo, 25 de março de 2012

Onde?

Um dia no monte,
outrora no tabernáculo
e em um templo depois.
Esteve ali.

A dor da distância era sentida
respirada e transpirada,
por ambos os lados talvez.

Mas o martelo subiu,
o prego perfurou,
e o sangue verteu.

Uma mudança foi concretizada,
não mais num local temporário,
não mais por correspondências.

Agora nossas casas se abriram
a presença do Amado novamente foi percebida,
Ele falou que não queria estar longe.

Que saudade!
Não dá pra viver distante.
Veio morar aqui... em mim.

Minha percepção,
minha atenção,
minha direção agora é nossa.
É sua.

Me faz caber na eternidade,
fazendo morada em minha ligeireza.

Não mais ali ou lá.
não só perto, mas dentro.
Agora então, sem limitação de lugar
mas onde estivermos.

sábado, 10 de março de 2012

Amor consumidor

O que pode anular teu amor?
Quem poderá cancelar teus feitos?
Quem poderá impedir teus braços de nos envolver?
Quem poderá calar tua doce voz?
Quem entenderá tua loucura?

Insistente.
Incondicional.
Imutável.

Nada poderá nos separar do teu imenso amor,
Nada poderá arrebatar-nos de tuas mãos.
Terrível e furioso amor,
consome tudo que toca.

O que posso fazer a não ser render-me?
Como chamas ouriçadas pelo vento contra a selva.
Como um maremoto devastador.
Como o trovão rasga os céus.

É fogo. São muitas águas.
Furioso. Temível.


Consome meu coração.
Devasta meu entendimento.

Eterno a Ti pertenço.
Totalmente sem defesas
Submisso e rendido.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Pai, Começa o começo...

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia:

- Pai, começa o começo!

O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim..

Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há algum tempo e há anos, muitos, não sou mais criança.

Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.

Hoje, minhas “tangerinas” são outras.

Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis.

Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta.

O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus: “Pai, começa o começo!”.

Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.

Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o começo


Recebi por e-mail de uma amiga

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Seduzida pela Graça

Mudança… era uma palavra inconcebível no vocabulário e argumentação mental viciada deles!

Perdão… era impossível em suas conjecturas de inadmissível transgressão da sagrada lei!

Intransigência… era o prazer macabro que retro alimentava suas expectativas em relação aos não convencionais.

Confronto… ELE não tinha o direito de expor e subestimar legítimos herdeiros de Abraão, para favorecer uma desventurada promotora do pecado imperdoável na conduta ilibada e moralista dos “Pietistas Rabinos”.

Ele provoca um mal estar neles… Ela merecia pedras e ELE nos ultraja oferecendo -lhe flores!

Mas ela entra na história como convidada DELE para o desgosto e desconcerto dos porta-vozes da impecabilidade.

Surge e protagoniza uma das mais belas cenas arquitetadas pelo AMOR, na condução da valorização e redenção do ser criado a imagem e semelhança do CRIADOR.

Toda quebrantada e com uma disposição de ser abduzida pela GRAÇA se preciso fora, ela rouba a cena e as intenções de justiça própria que vazava pelos poros dos “esteticamente corretos”.

Seduzida pela irremediável e irreversível consciência de quem imergiu nas entranhas da MISERICÓRDIA, ela mal pode imaginar o desfecho do enredo legitimado “antes da fundação dos séculos”.

Ela ouve uma canção que jamais pensaria que fosse possível enquanto vivente: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?… Nem eu, também, te condeno…”.

Mas… é só isso?! Ela deve ter pensado como resultado do aguilhão dos agravos sofridos de quem não tinha sequer o direito de se pronunciar em público, para abrandar a dor que carcomia sua alma.

ELE com sensibilidade e visceral compaixão sussurra em seu coração: “…vai-te, e não peques mais”.

Faça isso por você mesma, para que cresça na radicalidade de alguém que discerniu “a fatal atração do AMOR” que agrega PAZ e convida a todos os excluídos e maltratados para provarem do incomensurável privilégio de acesso ao “FRUTO DA ETERNA PAIXÃO”.

Faça isso para que você não fique vulnerável e deliberadamente exposta as aspirações homicidas dos seus inquisitores, que fazem isso como transferência para a pacificação da própria alma que ainda não consegue discernir e mergulhar no dom gratuito do AUTOR DA VIDA.

E todas as vezes que se sentir rejeitada, acuada e indigna de ser alvo e objeto do AMOR, lembre-se e cante para si mesma: “Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com amorável benignidade te attrai”

Franklin Rosa

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Por que Deus não impediu a Queda?

Hermes Fernandes

Eis uma das mais delicadas questões com que se depara a Teologia cristã. Como crentes na soberania divina irrestrita, não podemos supor que a Queda tenha pego Deus de surpresa.

A prova de que Deus não apenas previa a desobediência humana, como a permitiu, e a incluiu em Seu glorioso plano, é que, antes mesmo da fundação do mundo, Ele havia provido um meio de equacionar o problema do pecado. De forma que a Bíblia nos apresenta Cristo como o “Cordeiro que foi morto desde antes da fundação do mundo” (Ap.13:8b).

Não há improvisos no plano arquitetado por Deus. E a prova disso é que Ele já havia feito ampla provisão.

Antes do início da História, um plano foi arquitetado, em que cada evento foi previamente decretado pelo Criador. Em Sua Onisciência, Deus sempre soube com antecedência de todas as coisas. O Deus das Escrituras não deve ser confundido com o “deus” da chamada teologia de processo, que nada sabe quanto o futuro, pois é refém do tempo que ele mesmo criou.

Definitivamente, Deus não é refém do tempo. Ele vive na Eternidade, onde não há passado ou futuro, mas um eterno agora. Todas as coisas estão diante d’Ele concomitantemente. Ele não precisa lançar mão de dados estatísticos, para saber a probabilidade de algo acontecer ou não. Ele simplesmente sabe.

Em Sua sabedoria, Ele decidiu que o homem só conheceria Seu amor e Sua graça, se tropeçasse e caísse de seu estado original.

Agostinho foi feliz ao declarar: “Oh bendita queda, que nos proporcionou tão grande redentor!”. Se não houvesse Queda, não haveria necessidade de Redenção. Se não ocorresse a Ruptura, também não haveria a Convergência em Cristo na Plenitude dos Tempos. Portanto, não haveria cruz; jamais entenderíamos a profundidade do amor de Deus. A graça nos seria um conceito desprovido de qualquer sentido.

Sem a Queda, fatalmente seríamos corrompidos por nossa própria perfeição, como aconteceu com um tal querubim ungido.

Foi melhor sermos humilhados, para ser depois exaltados pela Graça divina, do que nos exaltarmos, e sermos definitivamente derrubados de nossa arrogância.
Tudo estava no plano de Deus. A maneira como cairíamos, e como seríamos reconduzidos à glória.

A serpente não entrou no paraíso por um descuido de Deus.

A provisão de Deus para a reversão da Queda é Cristo. Ele reverteu, através de Sua obediência, o processo desencadeado pelo pecado.

Ele não só zerou nosso débito, mas colocou-nos numa situação de crédito com Deus.

Adão foi tentado no paraíso e caiu. Jesus foi tentado no deserto, e não caiu. Enquanto Adão podia comer de todas as árvores, Jesus, no deserto, não tinha alternativa pra saciar Sua fome, senão transformar pedras em pão. Mas Ele resistiu até o último instante.

Agora, Sua vida justa e santa é creditada em nossa conta, enquanto nossos pecados foram debitados na Sua. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co.5:21).

Vi no Genizah

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Falhando em dizer: Te amo?

As vezes me pergunto por que criamos uma subcultura para o cristianismo?
Será que não podemos nos despir de preconceitos e abraçar as pessoas?
Mostrar que também somos frageis.
Que escorregamos e batemos o bumbum, que escovamos os dentes, que tomamos banho quente no frio após um dia cansativo.
Demonstrar com afeto que Deus amou todos nós pecadores.
Que somos errantes seguindo no caminho, insistindo em seguir o Deus que não desistiu de nós.
Que também gostamos de boa música e de estar com amigos.


Nos separamos do que Deus mais ama em nós.
Nós mesmos!
Como é dificil aceitar isso...
Por que não aceito de uma vez a mim e a Ti Pai ?
Sabe amigo, acho que este texto é mais uma confissão.
É cansativo encenar quando no fundo estamos todos ruidos
tudo que nos sustem é a Amorosa Graça do Deus Pai que continua acreditando em nós.
Isso mesmo nós. Eu, você e ele(a).
Ele nos ama.

As vezes me sinto como se eu fosse o cara desajeitado do clip da Colbie Caillat (Fallin' For You)
Deus é aquele mulherão que me ama apesar da aparecia
Sabe do que estou falando?

Se Ele não exita em demonstrar o que sente e pensa de nós...
por que ter esse receio de retribuir a Ele e ao irmão. Ao outro, nossos colegas de trabalho, escola, etc.

Sei lá. É engraçado que Deus se empenhou e continua se empenhando em nos fazer ver.
Ver que ele Ama
Tipo como se fosse um cara apaixonado fazendo serenata na nossa janela,
tão belo, tão nobre, tão continuo.

Mostrando que sempre Amou e sempre amará
Que chora quando nos perdemos
que festeja nossa volta

Preciso me reduzir,
lavar seus pés amigo.
Amar-te.

Porque o amor de Cristo nos constrange..."
2 Cor. 5.14

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

De graça

Com os pés cansados
ombros doidos
braços exaustos
pernas pesadas
Quero me render
ajoelhar devagarinho, pois cansado estou.

Me dobrar
Me deixar ali
Bem ali onde tudo foi entregue
onde tudo foi cumprido.
Consumado!

Quero viver a Graça
de graça
'de grátis'
Recebida
imerecida

Cedida
Dada
Doada

Talvez o grande segredo desse relacionamento
seja esse
Saber receber
abrir as mãos e pegar
experimentar
degustar

Imerecido mesmo!
Mas de bom grado foi dado
Minha repulsa em aceitar não altera a generosidade do doador
Ele abandonou ali
logo ali na beira da estrada,
É só pegar e levar pra casa.

Ilógico! - minha compreensão diz.
"Como isso?"
"Pode mesmo?"
"Não pode ser verdade."

Bom de mais pra ser verdade né?
Mas é!
O Doador já disse que ninguém tomaria dele, mas ele entregaria por vontade

De graça
'De Grátis'
Sem preço para receber
Só com a responsabilidade de manter
e compartilhar tão sublime presente.
Presente que não força
Constrange isso sim,
mas não obriga.

sábado, 10 de julho de 2010

Melhor do que Deus...

Por quanto tempo ainda discutiremos contra e a favor da existência de Deus?
Nos julgamos ser "melhores do que Ele". Esse é o fato.
Alias nos julgamos ser melhores do que qualquer um.

Nos sentimos "dolorídos" pelo fato de vivermos num mundo com tantas possibilidades.
Uma Liberdade que nos deixa perturbados.
Por que sofrer?
Por que Amar?

São tantas questões que mau conseguimos responder.
Temos alguns avanços em alguns pensamentos, mas sem respostas profundamente concretas.
Tipo olhe aqui esta a Carta Mor da existências,
Conhecemos o que foi revelado e o que nos é possível conhecer em nossa pequenez,
mas um dia haverá mais.
Deus em sua revelação de Si despiu-se de sua Magnifica Divindade
transformou-se em criatura
Criador criando-se/formando-se criatura [despojar]
Morreu a dor de outrem por Amor
Demonstrou Amor
Seu Amor

Sabemos que o sofrimento faz a gente crescer ser mais humano, mais sensível a dor da pessoa alheia,
do outro, mas nós não aceitamos isso.
Nos julgamos ser tão melhores do que Deus e nos achamos habilitados a pensar: "SE EU fosse Deus não permitiria o sofrimento" ou " Nós não precisamos do sofrimento para sermos melhor".
Ironicamente que ao abrirmos nossa "calda de pavão", nos esquecemos que sendo tão melhores, não nos movemos em prol de nada. Pois se somos tão melhor por quê ainda não me movi ou nos movemos para erradicar a pobreza da África? Ou a miséria que ainda assola pessoas ao norte de meu país? Ou por que não me mobilizo a orientar as pessoas sobre a AIDS? E por quê não ajudo as pessoas que estão infectadas por doenças mortais?
Talves não sejamos tão bons como pensamos.
As vezes o sofrimento pode ser um chamado a voltar a despir-se um diante do outro sem vermo-nos com malícia. Não só a Malícia lacivica, mas a em todos os âmbitos de aproveitar-se do outro, e a malícia de que o outro fará mau a nós. É no sofrimento que nos é quebrado o peito de ferro e o coração de pedra.
Deus em sua grandiosidade deu o Exemplo de que para ser gente de verdade devemos assumir e aliviar a dor do outro. E nós o que faremos?
Que tiremos as máscaras enveludadas e pintadas de piedade.
Suportemo-nos uns aos outros no AMOR DO SENHOR.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Um pouco mais...

Entender ainda mais que sou produto orgânico
Parido da mesma matéria
Com traços e trejeitos dos pais

Em nós a natureza velha grita violentamente
ela quer voltar

O convite para a batalha esta travado
Com paciência Papai nos ajuda a vencer
Nenhuma luta dura com a mesma intencidade para sempre
Na eternidade não haverá espaço para a corrupção

Minha esperança esta na promessa
"Eu irei preparar lugar...irei e vos levarei para mim"
Ressurreição

Existe uma tolerancia
Compaixão e misericordia com o fraco
Sabe, misericórdia significa:
Coração para com o miserável - inclinar o coração

Cuspa o veneno da "auto"
veja que nada somos
Reconheça
Permita Ele trabalhar em seu coração

Você não pode se justificar diante do Pai
Apenas um sacrificio pode
O de Cristo
Nada mais

Se nós sendo maus, intoletantes, rancorosos
conseguimos compreender as fraquezas um dos outros
quanto mais nosso PAI [Mt. 7 :11].
Apenas não desista
Continue andando

O machucado da queda logo passa, só não o esconda
de seu irmão companheiro de caminhada e do Pai.
Erros acontecem, só não podemos parar de seguir
e evitar nos envolver no lodo que nos paraliza.

Mas continuar andando é o segredo.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Confiar no Sacrifício de Cristo



Humanamente fracos
todos derrubados pela mesma queda
o pecado que nos rodeia.
É fato que nenhuma acusação há para quem esta em Cristo,
mas as vezes parece que isso não conforta

É nosso velho homem dizendo que precisamos nos justificar perante o Criador
"Eu preciso Chorar"
"Prantear"
"sentir dor emocional"
Assim Ele me ouvirá e estará tudo certo.

Isso é um engano. Diabólico.

Precisamos confiar no sacrifício de Cristo
ele é suficiente
depositar nossas tentativas aos pés Dele.
Sabe aquele sentimento de querer fazer o certo para amenizar o erro?
Isso não da certo perante Deus.

Não adianta chorar
Ajoelhar
CAntar

Tem que pedir ao Espírito pra convencer
Expor diante de Deus e esperar Nele.
Pedir perdão com arrependimento promovido por Deus em nós
e Descansar.
Confiando que o sacrifício da Cruz é suficiente

Nossas ações não comovem a Deus para nos perdoar,
apenas o sacrifício de Jesus seu Filho
Puro e Santo
é que é capaz de comovê-lo
Apenas isso nos justifica
Somente o Ato de Deus quebra o poder do pecado em nós

Expor a fraqueza para um amigo é bom
para o processo de cura.
Assim se cria ambiente para admoestação e repreensão
afim de sararmos.
Sendo colaboradores uns dos outros suportando-nos no Amor do Senhor
Andando juntos para não cair.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Amor e Justiça


Certo juiz,
Conhecido por sua retidão e justiça em todas as sentenças proferidas. Um dia encontrou-se numa situação difícil. A ele foi dado o julgamento de sua própria esposa, por quem, todos sabiam tinha um profundo amor, mas o que ela fizera fora tão grave que a defesa não tinha argumentos a apresentar, não havia alibe.
O julgamento foi longo as provas eram evidentes e as testemunhas de acusação incontestáveis.
Foram dias de recesso, o Juiz mau podia acreditar no que estava acontecendo. A cada Tictac marcado pelo relógio eram-lhe como armas disparadas em seu peito, era uma situação horrenda.
O grande dia chegou. A sala do julgamento estava lotada, um clima tenso e profundo silêncio, os reposteres que ali estava disseram que prefeririam estar em qualquer outro lugar.
Fitando os olhos em sua esposa o juiz ergueu-se e de maneira firme e resoluta, com lágrimas percebidamente dolorosas, proferiu:
- Declaro a ré culpada e a sentencio a pena máxima, a pena de morte...
O espanto geral, logo substituído por outro ainda maior quando ele, saindo de onde estava, e despiu-se de sua toga, colocou-se ao lado de sua esposa e declara:
- ... e determino que eu morra em seu lugar.
Essa história é impossível na justiça humana, mas ilustra exatamente o que aconteceu com o senhor Jesus quando morreu por nós na cruz. Ali vimos, ao mesmo tempo a plenitude da justiça e do amor de Deus.
A justiça é o fundamento do trono de Deus (Salmo 89:14), portanto, Ele jamais poderia deixar de ser justo. Todavia, este mesmo Deus é Amor (I João 4:16) e seu amor foi provado pelo fato de Cristo ter morrido por nós (Romanos 5:8), atendendo as exigências de sua própria justiça para nós as quais somente Ele poderia atender.
Não há como compreender plenamente isso. Apenas somos constrangidos a entregar tudo a Ele!

extraído do livro "Em tudo, uma lição..."

domingo, 6 de dezembro de 2009

Amigo Nosso que estais no céus...


Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. João 15:15

 Alguns anos atrás participei dum seminário onde o palestrante disse:
- Se você tem dificuldade de chamar Deus de "Pai", por algum evento que tenha ocorrido com a referencia de pai que você tenha, Chame-o de "Mãe" ou de "Avô","Tio", Ele entende.


Não sei o impacto que isso causou nas demais pessoas que ali estavam, mas até hoje isso me soa ao coração.
Tive uma experiência um pouco dolorosa com relação aos meus referenciais humanos (na família). Filho de pais separados passei o amargor da adolescência sem ter a quem recorrer nos momentos de conflitos e dores juvenis. Com o falecimento de meu padastro e principalmente de meu avô, sem perceber parte de mim se foi junto.

Todavia conheci algumas pessoas que são um travesseiro para o coração reclinar. São conhecidos por amigos.

Num momento de desabafo com Deus me lembrei que seu nome é conhecido como "Emanuel" o Deus que está comigo e que partindo do principio do respeito, posso chama-lo de "querido Amigo", "amado Vovô", "Terno Tio", etc.


Não imagina o grande peso que isso tira do coração. Não há condenação por chamar Deus de outros adjetivos, além de Pai.


Sabe fica um grande abismo de separação entre algumas pessoas e Deus quando as forçamos a chamar Deus "disso" ou "daquilo" (Vossa santidade, Deus de Abraão, Isaque e Jacó, Senhor, Altíssimo). Cada ser humano tem uma história de vida e diferentes formas de encarar situações. Alguns chamam seus pais pelo nome, outros com adjetivos, outros ainda por apelidos carinhosos. Por que com Deus tem que ser diferente, se Ele mesmo se coloca na posição de Aquele que esta junto e não distante? Por que devo tratar Alguém tão próximo por um adjetivo que me é tão distante?


Jesus mostrou-nos que Deus é Aquele que esta nos Céus como na Terra. Em Santidade e em entrega de Sacríficio. Sempre Conosco. O Planeta esta empregnado da presença de Deus (Nele nos movemos e existimos).



Termino com o trecho de um poema de um irmão:

"Pai. Em sua finita forma de ser pai, me ensinou as infinitas formas de Deus ser Pai."


Obrigado Aba por Ser meu Amigo. ^^

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Humanitária, nunca humanista

por Ariovaldo Ramos

A fé cristã é humanitária e não humanista. O humanismo acredita na bondade intrínseca do homem; já a fé cristã afirma que o homem é mau e constantemente mau o seu desígnio.
Quando a raça humana caiu, tudo o que permaneceu de bom nela é fruto do ato divino de emprestar, aos humanos, algo dos seus atributos comunicáveis.
Ao rompermos com Deus escolhemos ser o oposto dele, logo, escolhemos a maldade como estilo de vida.
Agora, como Deus é o lugar onde vivemos, nos movemos e existimos, ao rompermos com Deus, deveríamos ter deixado de existir, uma vez que fora de Deus nada existe ou pode existir.
Então, ao rompermos com Deus dois milagres aconteceram conosco: 1 – fomos mantidos na existência, logo, fomos mantidos em Deus; 2 – algo da bondade de Deus foi depositada em nós, de modo que, embora optando pela maldade, continuamos a saber e fazer o bem de várias maneiras.
Essa possibilidade do bem, em nós, não é mais intrínseca à humanidade, é fruto desse depósito de bondade de Deus em nós. Assim, na mesma medida em que não acreditamos que os seres humanos sejam capazes de, por si mesmos, fazer o bem, acreditamos que vale a pena investir na humanidade porque algo da bondade de Deus lhe foi emprestada. O que torna possível a pessoas que não amam a Deus amarem o próximo.
A fé cristã é humanitária, acredita que investir no bem da humanidade vale a pena, porque a bondade de Deus está atuando na humanidade e pela humanidade.
A fé cristã não se ilude com a humanidade, mas, ao mesmo tempo, não perde a esperança na humanidade.
A fé cristã luta pela humanidade porque sabe que essa é a luta de Deus.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O Poderoso Perdão

Magnifico Deus
que enviaste-se a minha realidade.
Pendurou sua divindade para substituir quão deliquentes
Cegos, nús, surdos e mortos estavamos.

Quisestes, Quer e quererá
Nos Amar

Dispusestes em seu Ser
amar com saudades tão pobre humanidade

Necessário foste
Necessário és

Derramastes com fragilidade tão grande humildade
trouxe em seu corpo o liquido da redenção
Saudas-tes todo o débito para uma eternidade

Sem causa, sem razão,
sem explicação.
Misericordia que brota não de minha comprensão,
mas de seu coração

Lançastes para longe da existência
o que nos opunha contra Ti.
O Divino que se fez criatura para resgar
Salvar, transformar, restaurar em nós sua identidade.

Para além do tempo
para além do espaço
para além da razão.

Improvavel, mas aconteceu
Teu Poderoso Perdão
Destruiu o destruidor.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A Surpreendente Novidade

Pr. Ed Rene Kivitz

Otto Maduro definiu religião como “um conjunto de discursos e práticas, referente a seres anteriores ou superiores ao ambiente natural e social, em relação aos quais os fiéis desenvolvem uma relação de dependência e obrigação” [Religião e luta de classes. Petrópolis: Vozes, 1981]. Por trás de toda experiência religiosa existe uma mesma lógica: a relação de dependência e obrigação entre os deuses e seus fiéis. Como numa espécie de contrato, as partes estão comprometidas: o fiel obedece e cumpre obrigações e o tal deus recompensa abençoando. Na lógica religiosa “não existe almoço grátis”. Outra maneira de dizer isso é afirmar que a religião está baseada na relação de méritos, que resultam em bênçãos, e deméritos, que resultam em maldições. Para que um determinado deus faça alguma coisa, os seus seguidores devem cumprir obrigações para com ele. O favor dos deuses custa caro.

Nesse sentido, o Cristianismo é o fim da religião, pois faz desmoronar a lógica da justiça retributiva. A mensagens dos apóstolos e dos cristãos chamados primitivos faz surgir no cenário religioso do mundo antigo uma novidade que até hoje ainda não foi bem compreendida. A surpreendente novidade do Cristianismo atende pelo nome de Graça de Deus. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo é singular: ele não pode ser comprado. Não há nada que uma pessoa possa fazer para merecer o favor de Deus. Não há nada que uma pessoa possa fazer para atrair sobre si a ira de Deus. Essa é a essência da obra de Jesus Cristo na cruz do Calvário: “Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens [...] Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado (Cristo), para que nele (Cristo) nos tornássemos justiça de Deus” [2Coríntios 5.18,20].

A partir de Jesus Cristo não mais precisamos temer a ira de Deus, pois “nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo” [Romanos 8.1], e não precisamos mais barganhar com Deus para alcançar seu favor, pois “Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com Ele, e de graça, todas as coisas?” [Romanos 8.32]. Libertos das obrigações em relação a Deus, estamos livres dos estreitos limites impostos pelos ritualismos e moralismos da lógica religiosa, o que nos exige responder por que, então, ainda nos dedicamos a fazer a vontade de Deus. Somente uma resposta é possível: fazemos a vontade de Deus porque a graça de Deus assemelha nosso coração ao coração de Deus. Antes, escravizados pela lógica “obedecer para receber a bênção”, fazíamos a vontade de Deus para fugir de sua ira e alcançar o seu favor. Agora, libertos pela graça, fazemos a vontade de Deus porque a ela nosso coração se afeiçoou: fomos transformados no entendimento, e passamos a considerar a vontade de Deus algo bom, perfeito e agradável [Romanos 12.1,2]. Aquele que foi alcançado pela graça, já não tem obrigação de fazer a vontade de Deus. Mas tem prazer [Salmo 1.2]. São esses os que podem dizer: “Pela graça de Deus, sou o que sou, e sua graça para comigo não foi inútil” [1Coríntios 15.10].

domingo, 26 de outubro de 2008

Em Nome da Graça

Ariovaldo Ramos

Nós rompemos com Deus. Entretanto, Deus é o nosso local/fonte de existência, vida e mobilidade, e o nosso mantenedor. “Nele vivemos, existimos e nos movemos” Paulo de Tarso.

Como é possível romper com a fonte de existência e continuar existindo? É como se uma lâmpada continuasse acesa mesmo depois de ter sido desatarraxada do soquete.
Isso só se explica por um ato de vontade de Deus. Ele decidiu que nos manteria existindo a despeito de nossa ruptura.

Mas, poderia Deus fazer isso?
Não é uma questão de poder. Um ser que pode tudo, em princípio, tudo pode.
Mas, uma vez que tomamos uma decisão livre, não tínhamos de ser responsabilizados? Poderia Deus sustentar nossa existência, mesmo significando isto uma injustiça de sua parte?

Não. Deus não pode ser injusto. Logo, Ele deve ter encontrado uma maneira de nos manter existindo sem incorrer em ato de injustiça.

“O sangue de Cristo é conhecido, com efeito, desde antes fundação do mundo.” Simão Pedro.

Cristo sacrificou-se pela criação antes da queda. E o fez, de fato, antes da criação, porque não há propósito em criar para a perdição. Isso faz todo sentido, porque, se algo seria feito para salvar alguém de uma queda cujo efeito, por força de justiça, seria deixar de existir, teria, necessariamente de ser feito antes que a queda aconteça.

Essa disposição no coração da Trindade, que fez com que o Deus Filho abandonasse a sua glória para tal sacrifício, é o que o apóstolo chamou de Graça.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Deus que se entrega

Como expressar,
Se palavras não podem conter?
Como demosntrar,
Se fico constrangido com tamanho Ato?
O que poderei dar,
Para tentar retribuir?
Onde ir para estar mais perto,
Se Tu já andaste todo o caminho até aqui?
Tudo a Ti pertence
Tudo esta patente aos teus olhos.
És obtentor de todo conhecimento.
Tudo governas

Não tenho nada a dar senão o que tenho de mais valor,
Minha Vida
E nisto serei semelhante a Ti.


Entregarei a Vida,que nem minha é, pois me comprastes com sua
entrega.
Assim ainda ficarei em Débito.
Prefiro pensar dessa forma,
Um debito Impagavel.

Esquecestes meus delitos
Apagastes minhas falhas
Quando assumistes minhas culpas.
Morrestes cada uma delas.
Soprastes ar em meus pulmões quando destes teu ultimo suspiro.
O que continuo a indagar é
O que darei a Ti?
Porque tendo tudo ainda me quisestes?
Não vejo respostas senão a ansia de me deitar nesta entrega que me
constrange.
O que faria Um Deus a morrer por um deliquente?
Entrega que jamais será paga!

JESUS
O Deus encarnado,
O Deus que se esvaziou,
O Deus que se entrega.


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A Revelação de um novo rosto de Deus - Carlos Mesters e Francisco Orofino

Por Carlos Mesters e Francisco Orofino
Numa roda de amigos alguém mostrou uma fotografia, onde se via um homem de rosto severo, com o dedo levantado, quase agredindo o público. Todos ficaram com a idéia de se tratar de uma pessoa inflexível, antipática, que não permitia intimidade. Nesse momento, chegou um rapaz, viu a fotografia e exclamou: "É meu pai!" Os outros olharam para ele e, apontando a fotografia, comentaram: "Pai severo, hein!" Ele respondeu: "Não! Não é não! Ele é muito carinhoso. Meu pai é advogado. Aquela fotografia foi tirada no tribunal, na hora em que ele denunciava o crime de um latifundiário que queria despejar uma família pobre que estava morando num terreno baldio da prefeitura há vários anos! Meu pai ganhou a causa. Os pobres não foram despejados!" Todos olharam de novo e disseram: "Que fotografia simpática!" Como por um milagre, ela se iluminou e tomou um outro aspecto. Aquele rosto tão severo adquiriu os traços de uma grande ternura! As palavras do filho, mudaram tudo, sem mudar nada! As palavras e gestos de Jesus, nascidas da sua experiência de filho, sem mudar uma letra ou vírgula sequer, mudaram o sentido do Primeiro Testamento (Mt 5,17-18). O Deus, que parecia tão distante e severo, a ponto de o povo não ter mais coragem de pronunciar o seu Nome, adquiriu os traços de um Pai bondoso de grande ternura! O mesmo acontece hoje nas Comunidades Eclesiais de Base. A experiência humanizadora da convivência comunitária e da luta em prol da justiça e da fraternidade gera uma nova experiência de Deus e da vida que se transmite através da participação das pessoas nos Círculos Bíblicos e encontros comunitários e lhes comunica um critério novo de interpretação. Aqui está a fonte escondida e geradora do processo da leitura popular da Bíblia na América Latina.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Passion (tradução) - Kutless

Paixão

Nos olhos da minha mente
Piscando pelo passado
Vem imagens que me apavoram e me acalmam
Um paradoxo em mim

REFRÃO:
Pregos furaram mãos
Nelas corriam sangue
Seu rosto está contorcendo com uma dor terrível
Mas isso me reconforta

Ele escolheu me dar tudo
Jesus suportou a dor
Pagou a dívida que eu fiz
Um paradoxo em mim

REFRÃO

E no meu coração
Eu sei que Tu és o único
Que poderia vir e morrer,um sacrifício
como o único Filho de Deus

REFRÃO