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quinta-feira, 10 de maio de 2012

E esta tal de vida?


Todos os dias vivemos habituados em viver aqui.
Parece que perdemos de vista que isso é transitório, que não estamos aqui para "sermos felizes".

Sim, faço um parentese (não significa que a vida é um mar de amargor).
Temos felicidade e alegrias enquanto caminhamos, no entanto a forma que vivo, geralmente, demonstra que me importo mais com "meu" corpo, "minha" casa, "minha" família, meus/minhas e etc.

Poxa, meio que sem querer estou viciado em viver para "mim".

As vezes me pego com medo da morte sabia?
E como isso é mesquinho. Embora humano.

Vejo tanta gente corrento no Metrô, nas ruas e tal, mas tanta pressa pra que mesmo?
Estamos perseguindo o que?

Perseguimos meios de conquistar, de aumentar, procuramos conforto.
Talvez aqui todos concordem comigo.
Tudo isso que fazemos não passam de tentativas de nos aninhar.
Procuramos conforto.

E quando sou incomodado por sofrimentos e decepções?
Me sinto roubado e uma indignação cresce em meu interior.

Cara, não sei se percebe... vivo voltado pro umbigo.

As vezes certas situações nos ajudam a ceder mais um pouco de nós mesmos.
Há lucro em "Perder".

Fui formado para um propósito maior, para ser encontrado Nele e Nele me encontrar.
Me encontrar com Ele.

Tudo pertence a Ele e a vida que vivo emprestada é.
Ele é o dono de tudo!
Vivo enquanto Ele permite e quando Ele pedir minha vida de volta, de bom grado entregarei.
Sabe por que? Porque minha ficha caiu.


Se preciso for... quero perder tudo para receber o ingresso para o encontro.


Faculdade? Trabalho? Família? Vida?
Nada são se pesados na mesma balança que Tu Pai.

Toda lágrima, toda dor, naquele dia - seja neste ou no outro que logo chegará - cessará.

Conforto completo é encontrado apenas nos braços do Pai, e no encontrar-me com Ele.

Somos uma carta de amor que se extraviou, mas que esta voltando ao Remetente.




Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará.
Mateus 16:25

domingo, 25 de março de 2012

Onde?

Um dia no monte,
outrora no tabernáculo
e em um templo depois.
Esteve ali.

A dor da distância era sentida
respirada e transpirada,
por ambos os lados talvez.

Mas o martelo subiu,
o prego perfurou,
e o sangue verteu.

Uma mudança foi concretizada,
não mais num local temporário,
não mais por correspondências.

Agora nossas casas se abriram
a presença do Amado novamente foi percebida,
Ele falou que não queria estar longe.

Que saudade!
Não dá pra viver distante.
Veio morar aqui... em mim.

Minha percepção,
minha atenção,
minha direção agora é nossa.
É sua.

Me faz caber na eternidade,
fazendo morada em minha ligeireza.

Não mais ali ou lá.
não só perto, mas dentro.
Agora então, sem limitação de lugar
mas onde estivermos.

sábado, 10 de março de 2012

Amor consumidor

O que pode anular teu amor?
Quem poderá cancelar teus feitos?
Quem poderá impedir teus braços de nos envolver?
Quem poderá calar tua doce voz?
Quem entenderá tua loucura?

Insistente.
Incondicional.
Imutável.

Nada poderá nos separar do teu imenso amor,
Nada poderá arrebatar-nos de tuas mãos.
Terrível e furioso amor,
consome tudo que toca.

O que posso fazer a não ser render-me?
Como chamas ouriçadas pelo vento contra a selva.
Como um maremoto devastador.
Como o trovão rasga os céus.

É fogo. São muitas águas.
Furioso. Temível.


Consome meu coração.
Devasta meu entendimento.

Eterno a Ti pertenço.
Totalmente sem defesas
Submisso e rendido.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Seduzida pela Graça

Mudança… era uma palavra inconcebível no vocabulário e argumentação mental viciada deles!

Perdão… era impossível em suas conjecturas de inadmissível transgressão da sagrada lei!

Intransigência… era o prazer macabro que retro alimentava suas expectativas em relação aos não convencionais.

Confronto… ELE não tinha o direito de expor e subestimar legítimos herdeiros de Abraão, para favorecer uma desventurada promotora do pecado imperdoável na conduta ilibada e moralista dos “Pietistas Rabinos”.

Ele provoca um mal estar neles… Ela merecia pedras e ELE nos ultraja oferecendo -lhe flores!

Mas ela entra na história como convidada DELE para o desgosto e desconcerto dos porta-vozes da impecabilidade.

Surge e protagoniza uma das mais belas cenas arquitetadas pelo AMOR, na condução da valorização e redenção do ser criado a imagem e semelhança do CRIADOR.

Toda quebrantada e com uma disposição de ser abduzida pela GRAÇA se preciso fora, ela rouba a cena e as intenções de justiça própria que vazava pelos poros dos “esteticamente corretos”.

Seduzida pela irremediável e irreversível consciência de quem imergiu nas entranhas da MISERICÓRDIA, ela mal pode imaginar o desfecho do enredo legitimado “antes da fundação dos séculos”.

Ela ouve uma canção que jamais pensaria que fosse possível enquanto vivente: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?… Nem eu, também, te condeno…”.

Mas… é só isso?! Ela deve ter pensado como resultado do aguilhão dos agravos sofridos de quem não tinha sequer o direito de se pronunciar em público, para abrandar a dor que carcomia sua alma.

ELE com sensibilidade e visceral compaixão sussurra em seu coração: “…vai-te, e não peques mais”.

Faça isso por você mesma, para que cresça na radicalidade de alguém que discerniu “a fatal atração do AMOR” que agrega PAZ e convida a todos os excluídos e maltratados para provarem do incomensurável privilégio de acesso ao “FRUTO DA ETERNA PAIXÃO”.

Faça isso para que você não fique vulnerável e deliberadamente exposta as aspirações homicidas dos seus inquisitores, que fazem isso como transferência para a pacificação da própria alma que ainda não consegue discernir e mergulhar no dom gratuito do AUTOR DA VIDA.

E todas as vezes que se sentir rejeitada, acuada e indigna de ser alvo e objeto do AMOR, lembre-se e cante para si mesma: “Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com amorável benignidade te attrai”

Franklin Rosa

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Por que Deus não impediu a Queda?

Hermes Fernandes

Eis uma das mais delicadas questões com que se depara a Teologia cristã. Como crentes na soberania divina irrestrita, não podemos supor que a Queda tenha pego Deus de surpresa.

A prova de que Deus não apenas previa a desobediência humana, como a permitiu, e a incluiu em Seu glorioso plano, é que, antes mesmo da fundação do mundo, Ele havia provido um meio de equacionar o problema do pecado. De forma que a Bíblia nos apresenta Cristo como o “Cordeiro que foi morto desde antes da fundação do mundo” (Ap.13:8b).

Não há improvisos no plano arquitetado por Deus. E a prova disso é que Ele já havia feito ampla provisão.

Antes do início da História, um plano foi arquitetado, em que cada evento foi previamente decretado pelo Criador. Em Sua Onisciência, Deus sempre soube com antecedência de todas as coisas. O Deus das Escrituras não deve ser confundido com o “deus” da chamada teologia de processo, que nada sabe quanto o futuro, pois é refém do tempo que ele mesmo criou.

Definitivamente, Deus não é refém do tempo. Ele vive na Eternidade, onde não há passado ou futuro, mas um eterno agora. Todas as coisas estão diante d’Ele concomitantemente. Ele não precisa lançar mão de dados estatísticos, para saber a probabilidade de algo acontecer ou não. Ele simplesmente sabe.

Em Sua sabedoria, Ele decidiu que o homem só conheceria Seu amor e Sua graça, se tropeçasse e caísse de seu estado original.

Agostinho foi feliz ao declarar: “Oh bendita queda, que nos proporcionou tão grande redentor!”. Se não houvesse Queda, não haveria necessidade de Redenção. Se não ocorresse a Ruptura, também não haveria a Convergência em Cristo na Plenitude dos Tempos. Portanto, não haveria cruz; jamais entenderíamos a profundidade do amor de Deus. A graça nos seria um conceito desprovido de qualquer sentido.

Sem a Queda, fatalmente seríamos corrompidos por nossa própria perfeição, como aconteceu com um tal querubim ungido.

Foi melhor sermos humilhados, para ser depois exaltados pela Graça divina, do que nos exaltarmos, e sermos definitivamente derrubados de nossa arrogância.
Tudo estava no plano de Deus. A maneira como cairíamos, e como seríamos reconduzidos à glória.

A serpente não entrou no paraíso por um descuido de Deus.

A provisão de Deus para a reversão da Queda é Cristo. Ele reverteu, através de Sua obediência, o processo desencadeado pelo pecado.

Ele não só zerou nosso débito, mas colocou-nos numa situação de crédito com Deus.

Adão foi tentado no paraíso e caiu. Jesus foi tentado no deserto, e não caiu. Enquanto Adão podia comer de todas as árvores, Jesus, no deserto, não tinha alternativa pra saciar Sua fome, senão transformar pedras em pão. Mas Ele resistiu até o último instante.

Agora, Sua vida justa e santa é creditada em nossa conta, enquanto nossos pecados foram debitados na Sua. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co.5:21).

Vi no Genizah

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

De graça

Com os pés cansados
ombros doidos
braços exaustos
pernas pesadas
Quero me render
ajoelhar devagarinho, pois cansado estou.

Me dobrar
Me deixar ali
Bem ali onde tudo foi entregue
onde tudo foi cumprido.
Consumado!

Quero viver a Graça
de graça
'de grátis'
Recebida
imerecida

Cedida
Dada
Doada

Talvez o grande segredo desse relacionamento
seja esse
Saber receber
abrir as mãos e pegar
experimentar
degustar

Imerecido mesmo!
Mas de bom grado foi dado
Minha repulsa em aceitar não altera a generosidade do doador
Ele abandonou ali
logo ali na beira da estrada,
É só pegar e levar pra casa.

Ilógico! - minha compreensão diz.
"Como isso?"
"Pode mesmo?"
"Não pode ser verdade."

Bom de mais pra ser verdade né?
Mas é!
O Doador já disse que ninguém tomaria dele, mas ele entregaria por vontade

De graça
'De Grátis'
Sem preço para receber
Só com a responsabilidade de manter
e compartilhar tão sublime presente.
Presente que não força
Constrange isso sim,
mas não obriga.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O Verbo se fez Bebe

Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. Filipenses 2:7


Graça transparente,
Graça transcendente,
Graça fragil.

Impelido,
lançado aos braços de amor,
compaixão,
profunda comoção.

Dedinhos que seguram as mãos da humanidade
despido,
encontrado humanamente frágil.

Humilde.

Nascimento tão aguardado,
num propósito desejado.

Todos beneficiados,

O criador restaura sua criação,
a criação restaurada pelo seu Criador.

Lágrimas misturadas com sangue,
pequenos pés que balançam no ar.

Entranhas contorcidas,
mãos estendidas.

Voluntário.

Encarnou-se não apenas para falecer,
mas também para viver conosco,
entre nós, em nós.

O verbo,
o Bebe.

Em seu nascimento, podemos renascer.
De volta a Vida.

O Pranto do Bebe Divino
alegria do universo.

A redenção nasceu.
"Paz na Terra..."

domingo, 20 de dezembro de 2009

Rappando a Graça




1 João 3:8b

"...Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo."

Assistindo ao video clip do "Rappa - O que sobrou do Céu" fiquei pensando o quanto isso acontece pelo planeta a fora... inoscentes seduzidos e forçados ao crime, laranjões, aviãozinhos, etc. Enquanto isso aqueles encubidos para proteje-los estão encuecando o dinheiro alheio, calçando os sapatos da ostentação... injustiça espalhada por todos os 'cantos' da nossa terra.
Até quando isso?
Fico nostaugico desejo pela vinda de nosso Pai que porá um ponto final nisso tudo, mas fico pensando "Medilcre cristandade de minha era".
Sou cristão teólogo, apologetista, filho de Deus, escravo de Cristo, tudo isso e mais um pouco, mas nunca na prática. Quando digo sou na verdade digo somos, pois você esta comigo lembra (Pai nosso...)?
Enquanto fico com o bio-acento (pra não dizer bunda) grudada na cadeira em frente a um computador criticando e manifestando minha indignação, eu calo o chamento do Pai para sair do barco, ou melhor para sair do banco.

O ardor da justiça divina queimando em nós pedindo, "Deixe-me usar suas mãos". O clamor do oprimido causou aos ouvidos de Deus encomodo de forma que Ele manifestou-se a Moises como chama que ardia e não se consumia numa sarça. Talves seja da parte de Deus isso que nos comove e constrange.

"Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores".(Êxodo 3:7)

Como podemos glorificar a Deus na cadeira?

Só me resta uma pergunta:

Pai, em que posso ser util?


Outra visão +

No final do video clip há uma representação de Graça, magnifica.
Assista e entederá.

Amor e Justiça


Certo juiz,
Conhecido por sua retidão e justiça em todas as sentenças proferidas. Um dia encontrou-se numa situação difícil. A ele foi dado o julgamento de sua própria esposa, por quem, todos sabiam tinha um profundo amor, mas o que ela fizera fora tão grave que a defesa não tinha argumentos a apresentar, não havia alibe.
O julgamento foi longo as provas eram evidentes e as testemunhas de acusação incontestáveis.
Foram dias de recesso, o Juiz mau podia acreditar no que estava acontecendo. A cada Tictac marcado pelo relógio eram-lhe como armas disparadas em seu peito, era uma situação horrenda.
O grande dia chegou. A sala do julgamento estava lotada, um clima tenso e profundo silêncio, os reposteres que ali estava disseram que prefeririam estar em qualquer outro lugar.
Fitando os olhos em sua esposa o juiz ergueu-se e de maneira firme e resoluta, com lágrimas percebidamente dolorosas, proferiu:
- Declaro a ré culpada e a sentencio a pena máxima, a pena de morte...
O espanto geral, logo substituído por outro ainda maior quando ele, saindo de onde estava, e despiu-se de sua toga, colocou-se ao lado de sua esposa e declara:
- ... e determino que eu morra em seu lugar.
Essa história é impossível na justiça humana, mas ilustra exatamente o que aconteceu com o senhor Jesus quando morreu por nós na cruz. Ali vimos, ao mesmo tempo a plenitude da justiça e do amor de Deus.
A justiça é o fundamento do trono de Deus (Salmo 89:14), portanto, Ele jamais poderia deixar de ser justo. Todavia, este mesmo Deus é Amor (I João 4:16) e seu amor foi provado pelo fato de Cristo ter morrido por nós (Romanos 5:8), atendendo as exigências de sua própria justiça para nós as quais somente Ele poderia atender.
Não há como compreender plenamente isso. Apenas somos constrangidos a entregar tudo a Ele!

extraído do livro "Em tudo, uma lição..."

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Humanitária, nunca humanista

por Ariovaldo Ramos

A fé cristã é humanitária e não humanista. O humanismo acredita na bondade intrínseca do homem; já a fé cristã afirma que o homem é mau e constantemente mau o seu desígnio.
Quando a raça humana caiu, tudo o que permaneceu de bom nela é fruto do ato divino de emprestar, aos humanos, algo dos seus atributos comunicáveis.
Ao rompermos com Deus escolhemos ser o oposto dele, logo, escolhemos a maldade como estilo de vida.
Agora, como Deus é o lugar onde vivemos, nos movemos e existimos, ao rompermos com Deus, deveríamos ter deixado de existir, uma vez que fora de Deus nada existe ou pode existir.
Então, ao rompermos com Deus dois milagres aconteceram conosco: 1 – fomos mantidos na existência, logo, fomos mantidos em Deus; 2 – algo da bondade de Deus foi depositada em nós, de modo que, embora optando pela maldade, continuamos a saber e fazer o bem de várias maneiras.
Essa possibilidade do bem, em nós, não é mais intrínseca à humanidade, é fruto desse depósito de bondade de Deus em nós. Assim, na mesma medida em que não acreditamos que os seres humanos sejam capazes de, por si mesmos, fazer o bem, acreditamos que vale a pena investir na humanidade porque algo da bondade de Deus lhe foi emprestada. O que torna possível a pessoas que não amam a Deus amarem o próximo.
A fé cristã é humanitária, acredita que investir no bem da humanidade vale a pena, porque a bondade de Deus está atuando na humanidade e pela humanidade.
A fé cristã não se ilude com a humanidade, mas, ao mesmo tempo, não perde a esperança na humanidade.
A fé cristã luta pela humanidade porque sabe que essa é a luta de Deus.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sem salário, mas Bonificados.

Havia um pai de familia que saiu pela madrugada, aproximadamente as 3 da manhã, contratando alguns trabalhadores para trabalharem em sua plantação de uvas. Ele encontrou alguns homens que estava em uma praça sem emprego.
Lançou o convite: - Vão a minha propriedade trabalhar que no final do dia vou paga-los pelo seu trabalho justamente. Os rapazes aceitaram e foram.
As 12 horas o dono da vinha foi novamente chamou mais pessoas para trabalhar em sua propriedade.
Ao final do dia ele saiu e encontrou mais homens e os perguntou: - Por que vocês estão aqui o dia todo sem fazer nada?
- Ninguém nos deu trabalho - responderam os rapazes.
- Vão a minha propriedade que no final do dia os pagarei o que for justo.
Ao chegar o anoitecer falou a o mordomo: - Chame os trabalhadores para e pagar a eles o equivalente a 1 dia de trabalho.
Os que chegaram por último receberam R$100,00.
Ao ver isso os que trabalharam desde o começo do dia pensaram que receberiam mais, mas ao ver que receberiam também R$100,00 (equivalente a 1 dia trabalhado) começaram a reclamar.
- Por que estes que chegaram por último trabalhando 1 hora apenas estão recebendo o mesmo que nós?
Então o pai de familia respondeu:
- Amigos não estou lesando nenhum de vocês. Não combinamos que R$100,00? Pega seu dinheiro. Eu quero pagar a estes que chegaram por último o mesmo valor. Não é justo eu fazer o que quero com meu dinheiro? Ou vocês acham ruim que sou bom com todos?


Quantas vezes lemos esta passagem na Bíblia e deixamos passar um significado tão lindo. Esta história foi contada por Jesus para exemplificar o reino dos céus.
Nosso Deus resolveu dar a todos nós quanto humanidade o seu dom poderoso, seu maior pagamento, sua graça.
Numa empresa temos a seguinte "mentalidade contabil". Quanto mais eu trabalhar mais vou ganhar, pois vivemos num sistema que qualifica o arduo trabalho e desqualifica o pouco trabalhado.
Mas magnificamente Jesus demonstrou que com o Pai não é assim.
Não há meritos. Escandalizado? Espero que sim, pois eu também fico.
Somos todos agraciados. Isso foi tão verdade na época de Jesus em que o Império Romano cobrava taxas injustas do povo, quanto em nossos tempos.
Com Deus não há salários, apenas bonificações.
"Peça as contas" do seus caminhos e venha ser registrado pela graça de Deus que nos bonifica além de qualquer salário.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A graça de Deus

Ed René Kivitz

A expressão ocupa o imaginário religioso com muitos significados distintos. Pode se referir aos benefícios de Deus, como em "receber uma graça", ou também a completa ausência de qualquer boa vontade de Deus, como em "desgraça": quem está longe da graça é alvo e também promotor do mal. Traduz a idéia de algo que nada exige de quem recebe, como em "de graça", ou também a licença para viver de qualquer maneira, já que "onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Romanos 5.20). No sentido da relação com Deus, já que ninguém é salvo pelas obras, mas pela graça (Efésios 2.8,9), sugere que nada ("nenhuma obra") é necessário ser feito para garantir acesso ao céu. Enfim, "graça" pode se tornar uma palavra mágica para quem espera tudo de Deus, sem assumir minimamente qualquer compromisso, desenvolver qualquer reciprocidade ou senso de obrigação piedosa.

Mas a Bíblia tem outra maneira de compreender a graça de Deus. De fato, a graça implica o impulso de boa vontade de Deus baseado em seu próprio caráter e não em qualquer mérito de quem por Ele é abençoado. Exatamente isso: a graça de Deus não é o oposto de sacrifício, mas de mérito. Isso significa que aquele que não está disposto ao sacrifício não deve estranhar ao se ver privado da graça de Deus (Hebreus 12.15). A graça de Deus indica que nada que o ser humano possa fazer será suficiente para torná-lo merecedor do mínimo favor divino. Mas não indica que o favor divino será recebido sem que o ser humano faça algum sacrifício. Como bem disse Martinho Lutero: "É certo que ninguém será salvo pelas obras, mas é igualmente certo que ninguém será salvo sem elas". Coerente com o ensino dos apóstolos: aquele que pretende receber o favor de Deus mediante o mérito pessoal decaiu da graça, e Cristo de nada lhe aproveitará. O favor de Deus é recebido mediante a fé. Mas não qualquer tipo de fé, somente a fé que opera pelo amor, pois a fé sem obras é morta (Gálatas 5.1-6; Tiago 2.17). A graça, e não o mérito humano, é o que explica o favor de Deus. Mas todo aquele que recebe o favor de Deus não fica impassível, em estado de mórbida letargia diante de tão grande expressão de amor.

Além de impulso bondoso, a graça é também o poder de Deus em ação sobre os que crêem. Estar sob a graça é estar sob a ação e influência de Deus. Paulo apóstolo disse "pela graça de Deus sou o que sou, pois a graça de Deus para comigo não foi vã", e como conseqüência, trabalhou mais do que todos os apóstolos, pois também disse: "todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo" (1Coríntios 15.10). Por esta razão orientou Timóteo, seu filho na fé: "busque forças na graça que está em Cristo Jesus" (2Timóteo 2.1), pois junto ao trono da graça achamos graça para socorro em qualquer circunstância (Hebreus 4.16).

Porque somos alvos do favor gracioso de Deus e porque sua graça opera em nós, transbordamos em favor e influência abençoadora sobre todos ao nosso redor. Na verdade, Deus manifesta graça - ação bondosa e influência poderosa - através de todos os que se colocam sob sua graça. Os que se colocam sob a graça de Deus percebem que estar sob a graça é fruto da graça, e percebem também que transbordar graça é uma graça, principalmente num mundo marcado pela desgraça (2Coríntios 8.1-5).

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ser sal e Luz - em construção

"Portanto, vão e falai das Boas novas a toda Criatura..."
"Porque Deus amou o mundo de tal Maneira que deu seu unico filho para que todo aquele que Nele crer não pereça mas tenha a vida eterna"

"Vocês são o Sal da Terra e Luz do mundo."

Pensando no Proposito de Deus para a Vida do Cristão me ocorreu o seguinte. (o obvio esquecido)
A vida do Crente deve causar uma sensação de inapropriação nas pessoas, de tal modo que elas queiram experimentar a Excência que Habita o crente.
Do que nos adiantaria confessarmos o Nome do Senhor se nossas atitudes Gritam o oposto.
A Luz serve para trazer o conhecimento que antes dela houve trevas.

Deus sabe que por vezes ocorre de vacilarmos os onsso pés, mas temos que a cada dia ser transformados na Luz de Sua Gloria. Quando andamos com alguém, mesmo que não seja por inteiro, acabamos pegando algumas manias dessa pessoa, alguma palavra, algum gesto, alguma mania,etc. Igualmente, quando andamos com Deus passamos a cada momento mais a nos parecermos com Ele.

Deus em todos os momentos esta disposto a nos perdoar , mas sua vontade é que não precisemos em toda nossa caminhada Cristã utilizar a sua Misericordia e perdão, a Vontade de Deus é que pisemos nas mesmas pegadas de Cristo.

E acima de Tudo esta é a vontade Dele, pois estamos no meio de um Mundo (Sistema) que corrompeu as pessoas, e Deus Precisa de Tochas que onde estiverem levem Sua Luz, Pessoas disposta a render-se aos Proposito de Deus (salvação dos perdidos na trevas).

Quando Deus nos diz para não amarmos o Mundo creio que ele esta nos dizendo para não nos entregar a Escuridão, para não deixarmos sua Chama em nós se apagar. Deus não esta dizendo que devemos odiar nossos Semelhantes (Irmãos de Humanidade). Pelo contrario Ele nos diz para Ser Luz e Sal para eles, sempre observando que haverá pessoas que não vão querer O Conhecimento de Seus Pecados, vão querer todo Foco de Luz Distante, mas ainda assim Sempre haverá Candelabros acessos perto de tais, Pois Deus quer que Todos se Salvem. Precisamos ficar apenas disponiveis, como folhas ao chão que aguardam o vento sopra-las.


"...Não ameis o Mundo nem o que nele há..." (as coisas)


"Deixo-vos a Paz não como o mundo a dá" (o Sistema)

O Pai deseja que estejamos submissos ao Seu Proposito, sempre observando-nos e anunciando a Morte do Senhor e Sua MAgnifica Ressurreição que Anulou o Poder da MOrte, que nos redimiu e nos colocou sob Sua Maravilhosa Luz. Somos Espelhos de Deus e Todo Foco de Luz que há em nós é apenas um reflexo Dele. A Luz de Deus (viver sobre seu Propsito) nos dá Plena Paz não como simples satisfações de Aquisição, de Poder e Prazeres que sentimos por vezes, mas a Paz de Deus é o Descanço para nossa Alma, o alivio para a Dor, a Satisfação que sessa nossa Inadequação.

Por isso é Importante compreender que nada do que poderemos fazer será Suficiente, Pois Jesus Sendo Deus o Seu Sacrificio é Absurdamente Indescritivel e Inegualavel. Não há outro deus, não há homem que possa Fazer Sacrificio tal que se compare ao Feito Pelo Deus VIvo (o Eu Sou).
Nada do que fizemos, fazemos ou faremos se compara.
Deus sendo Deus escolheu doar-se por sua Causa, salvar a Humanidade.

Sendo assim me sinto impelido a compreender de forma que eu possa Crer,pois nunca entenderemos até da Manifestação do Todo, e aceito que sou Eterno devedor ao Doador da Graça, e me rendo a Sua Redenção, sei que não há lagrimas, não há ações ou sentimentos que possam pagar o Preço da Morte, Mas Deus Pagou. O que faço é apenas me Render quebrado diante de Deus e caminho na Estreda da REstauração.

O momento é este. Somos Tochas de Deus, SAleiros REal. Devemos render nossos talentos e deixar a Brilhante Estrela da Manhã utilizalos para levar Luz aos Cegos.
Tenho que viver inconformavel com os costumes maus e ser a Diferença onde Estiver.


"Não vos conformeis com este mundo" (Costumes decaidos)
"A amizade do mundo é inimizade contra Deus"(costumes decaidos)

domingo, 26 de outubro de 2008

The Martins - Grace

I was in prison, locked up in chains sin held me captive
To sorrow and pain, years of frustrations as love passed me by
Until the Master heard my hearts cry

For grace marvelous grace, I needed grace to pardon and make
Me whole grace marvelous grace flows from above with infinite love
Marvelous grace

Woohoo
I was downhearted I was broken inside praying for mercy with
Nowhere to hide, there was a solace searching for me grace
Everflowing that set my soul free

For grace marvelous grace I needed grace to pardon and make me
Whole grace marvelous grace flows from above with infinite love
Marvelous grace

I am forgiven
I am redeemed
A brand new creation He saved me and gave me a reason to sing

Grace, Grace God's Grace grace that will pardon and cleanse within
Grace, Grace God's Grace grace that is greater than all our sins

For Grace marvelous grace flows from above with infinite love
Marvelous Grace

Em Nome da Graça

Ariovaldo Ramos

Nós rompemos com Deus. Entretanto, Deus é o nosso local/fonte de existência, vida e mobilidade, e o nosso mantenedor. “Nele vivemos, existimos e nos movemos” Paulo de Tarso.

Como é possível romper com a fonte de existência e continuar existindo? É como se uma lâmpada continuasse acesa mesmo depois de ter sido desatarraxada do soquete.
Isso só se explica por um ato de vontade de Deus. Ele decidiu que nos manteria existindo a despeito de nossa ruptura.

Mas, poderia Deus fazer isso?
Não é uma questão de poder. Um ser que pode tudo, em princípio, tudo pode.
Mas, uma vez que tomamos uma decisão livre, não tínhamos de ser responsabilizados? Poderia Deus sustentar nossa existência, mesmo significando isto uma injustiça de sua parte?

Não. Deus não pode ser injusto. Logo, Ele deve ter encontrado uma maneira de nos manter existindo sem incorrer em ato de injustiça.

“O sangue de Cristo é conhecido, com efeito, desde antes fundação do mundo.” Simão Pedro.

Cristo sacrificou-se pela criação antes da queda. E o fez, de fato, antes da criação, porque não há propósito em criar para a perdição. Isso faz todo sentido, porque, se algo seria feito para salvar alguém de uma queda cujo efeito, por força de justiça, seria deixar de existir, teria, necessariamente de ser feito antes que a queda aconteça.

Essa disposição no coração da Trindade, que fez com que o Deus Filho abandonasse a sua glória para tal sacrifício, é o que o apóstolo chamou de Graça.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Deus que se entrega

Como expressar,
Se palavras não podem conter?
Como demosntrar,
Se fico constrangido com tamanho Ato?
O que poderei dar,
Para tentar retribuir?
Onde ir para estar mais perto,
Se Tu já andaste todo o caminho até aqui?
Tudo a Ti pertence
Tudo esta patente aos teus olhos.
És obtentor de todo conhecimento.
Tudo governas

Não tenho nada a dar senão o que tenho de mais valor,
Minha Vida
E nisto serei semelhante a Ti.


Entregarei a Vida,que nem minha é, pois me comprastes com sua
entrega.
Assim ainda ficarei em Débito.
Prefiro pensar dessa forma,
Um debito Impagavel.

Esquecestes meus delitos
Apagastes minhas falhas
Quando assumistes minhas culpas.
Morrestes cada uma delas.
Soprastes ar em meus pulmões quando destes teu ultimo suspiro.
O que continuo a indagar é
O que darei a Ti?
Porque tendo tudo ainda me quisestes?
Não vejo respostas senão a ansia de me deitar nesta entrega que me
constrange.
O que faria Um Deus a morrer por um deliquente?
Entrega que jamais será paga!

JESUS
O Deus encarnado,
O Deus que se esvaziou,
O Deus que se entrega.